Por que a saúde pélvica importa
O assoalho pélvico está no centro de quatro funções vitais: sustenta os órgãos pélvicos contra a gravidade; controla urina e fezes; participa do prazer e da função sexual; facilita o parto. Quando falha, o impacto é imediato na qualidade de vida. Mulheres com incontinência urinária evitam exercícios, viagens e eventos sociais. Mulheres com dor na intimidade distanciam-se dos parceiros. Mulheres com prolapso vivem com desconforto constante. Todos esses quadros são tratáveis.
Como cuidar do assoalho pélvico em cada fase
Adolescência e adulta jovem: aprender a identificar e contrair o assoalho pélvico corretamente. Praticar exercícios preventivos. Gravidez: acompanhamento de fisioterapia pélvica desde o 1º trimestre. Exercícios pélvicos preparatórios para o parto. Pós-parto: recuperação progressiva e assistida. Não retornar a exercícios de impacto antes da avaliação pélvica. Perimenopausa e menopausa: manutenção dos exercícios pélvicos, hidratação vaginal e, se necessário, terapia hormonal local. Pós-menopausa: fisioterapia pélvica para qualquer sintoma novo de incontinência ou prolapso.
Quando buscar ajuda profissional
Não espere o sintoma ser insuportável. Busque avaliação se: escapa urina ao tossir, espirrar ou rir; sente urgência urinária frequente; tem dor ou desconforto durante a relação íntima; sente pressão ou peso na pelve; percebe que algo está 'saindo' pela vagina; tem dificuldade de esvaziar a bexiga ou o intestino. A fisioterapeuta pélvica é a profissional de referência para a maioria desses sintomas.