O que a pós-menopausa faz ao assoalho pélvico
A pós-menopausa consolida a queda de estrogênio. Sem estímulo hormonal, os tecidos vaginais e uretrais se tornam mais finos e menos elásticos (atrofia urogenital). O colágeno dos ligamentos pélvicos reduz, comprometendo o suporte dos órgãos. Prolapso de bexiga, útero ou reto se torna mais frequente. A bexiga fica mais irritável, causando urgência e frequência. Infecções urinárias recorrentes aumentam.
Tratamentos com evidência para maiores de 50
Fisioterapia pélvica: ensaios clínicos mostram eficácia em mulheres acima dos 70 anos. Melhora de 50-70% nos escapes com 8 semanas. Terapia hormonal local: estrogênio vaginal (creme ou anel) sem absorção sistêmica significativa — reconstitui a mucosa e melhora a continência. Pessário: dispositivo de suporte para prolapso — não invasivo, colocado pela médica, evita cirurgia. Cirurgia: reservada para casos severos que não respondem ao tratamento conservador.
Como começar aos 50+
Começar com exercícios pélvicos diários — mesmo que os sintomas pareçam severos, o músculo responde ao treino em qualquer idade. Buscar avaliação de fisioterapeuta pélvica para identificar o perfil (hipotonia, hipertonia ou prolapso) e receber protocolo personalizado. Conversar com ginecologista sobre atrofia urogenital e opções de tratamento local. Não aceitar absorvente como solução definitiva — é paliativo, não tratamento.