O papel do estrogênio na continência urinária
O estrogênio mantém a mucosa uretral espessa e com boa lubrificação. Na menopausa, a mucosa se atrofia — a uretra perde elasticidade e capacidade de vedação. Os receptores de estrogênio nos músculos do assoalho pélvico também estão presentes, e a queda hormonal reduz a força e a resistência muscular. Além disso, a bexiga se torna mais irritável (hiperatividade do detrusor), contribuindo para urgência e frequência.
Tipos de incontinência mais comuns na menopausa
Incontinência de esforço: escapes ao tossir, espirrar, rir ou fazer esforço. Incontinência de urgência: vontade repentina impossível de controlar, com ou sem escape. Incontinência mista: combinação das duas — muito frequente nessa fase da vida. Noctúria: acordar múltiplas vezes à noite para urinar. É importante identificar qual tipo predomina para direcionar o tratamento correto.
Como tratar a incontinência na menopausa
Fisioterapia pélvica é eficaz e recomendada como primeira escolha, mesmo após a menopausa. Terapia hormonal local (gel ou anel vaginal de estrogênio) melhora a qualidade do tecido uretral e vaginal sem absorção sistêmica significativa. Treinamento vesical e mudanças de hábito (reduzir cafeína, regularizar horários de micção) complementam o tratamento. Medicamentos antimuscarínicos são indicados para bexiga hiperativa resistente.