O que a fisioterapeuta pélvica faz
A avaliação inclui anamnese detalhada sobre sintomas, histórico gineco-obstétrico, hábitos urinários e intestinais. A avaliação física pode ser externa (observação de padrões posturais e respiratórios) e, com consentimento, interna — para avaliar a força, o tônus e a coordenação do assoalho pélvico. Com base nos achados, a fisioterapeuta elabora um plano de tratamento individualizado que pode incluir: exercícios terapêuticos, eletroestimulação, biofeedback, técnicas manuais de liberação miofascial, treinamento vesical e orientações de higiene perineal.
Condições tratadas pela fisioterapia pélvica
Incontinência urinária (esforço, urgência, mista). Incontinência fecal e flatulência. Prolapso de órgãos pélvicos (suporte e fortalecimento). Disfunções sexuais: dor na relação (dispareunia), vaginismo, dificuldade de orgasmo, redução da lubrificação. Dor pélvica crônica. Reabilitação pós-parto (vaginal e cesariana). Preparação para o parto. Constipação crônica e síndrome do intestino irritável com componente pélvico.
O que esperar das sessões
As sessões duram em geral 45 a 60 minutos. O número de sessões varia: problemas simples como incontinência leve pós-parto podem resolver em 6-8 sessões. Casos mais complexos (vaginismo, dor crônica) podem exigir 12 a 20 sessões. A maioria das técnicas é indolor. Exercícios em casa complementam as sessões e aceleram os resultados. A periodicidade usual é 1-2 vezes por semana.