Anamnese — a conversa diagnóstica
A avaliação inicia com perguntas sobre: histórico de partos e gestações; sintomas urinários (frequência, urgência, escapes); hábitos intestinais; queixas na intimidade (dor, lubrificação, prazer); dores pélvicas ou lombares; medicamentos em uso; condições ginecológicas associadas (endometriose, SOP, prolapso). Esse histórico já orienta muito o diagnóstico antes de qualquer avaliação física.
Avaliação física do assoalho pélvico
A avaliação externa inclui: postura geral e alinhamento pélvico; respiração diafragmática; ativação correta durante a contração (o fisioterapeuta observa se glúteos ou abdome compensam). A avaliação interna (realizada com consentimento): inserção de um ou dois dedos para avaliar tônus, força, coordenação e presença de pontos dolorosos nos músculos pélvicos. O resultado é classificado em hipotonia (fraco), hipertonia (tenso) ou misto.
Instrumentos complementares
Biofeedback eletromiográfico: sensores registram a atividade elétrica do músculo pélvico em tempo real, permitindo que a paciente veja na tela se está contraindo corretamente. Perineômetro: mede a pressão intravaginal durante a contração. Diário miccional: registro das idas ao banheiro, volume, urgência e escapes em 3-7 dias — essencial para bexiga hiperativa. Ultrassonografia pélvica: para avaliar prolapso e mobilidade dos órgãos.