Sintomas diagnósticos da bexiga hiperativa
Urgência urinária: vontade repentina e difícil de controlar. Frequência aumentada: mais de 8 micções durante o dia. Noctúria: acordar 2 ou mais vezes à noite para urinar. Incontinência de urgência: escapes antes de chegar ao banheiro. Pelo menos os 2 primeiros critérios precisam estar presentes para o diagnóstico. A bexiga hiperativa pode coexistir com incontinência de esforço (chamado de incontinência mista).
Como o assoalho pélvico interfere na bexiga
Existe um reflexo importante entre uretra e bexiga: quando a uretra está contraída (assoalho pélvico ativo), a bexiga recebe sinal de 'não contrair'. Por isso, fortalecer o assoalho pélvico não serve apenas para segurar urina mecanicamente — ele também inibe ativamente as contrações involuntárias da bexiga. Isso explica por que a fisioterapia pélvica trata tanto a incontinência de esforço quanto a bexiga hiperativa.
Abordagens de tratamento
1ª linha — comportamental: diário miccional, treinamento vesical, controle de cafeína e álcool. 2ª linha — fisioterapia pélvica: fortalecimento do assoalho pélvico, eletroestimulação do nervo tibial, biofeedback. 3ª linha — medicamentos: anticolinérgicos e beta-3 agonistas reduzem as contrações da bexiga. 4ª linha — procedimentos: injeção de toxina botulínica na bexiga, neuromodulação sacral. A maioria das mulheres resolve com as primeiras duas linhas.