O que acontece com o assoalho pélvico no parto
No parto vaginal, os músculos do assoalho pélvico se estiram em até 3 vezes seu comprimento original. Os nervos que controlam a região podem ser comprimidos, causando dormência temporária ou alteração de sensação. Lacerações e episiotomias (cortes no períneo) criam cicatrizes que afetam a mobilidade tecidual. Na cesariana, o assoalho pélvico carregou o bebê por 9 meses — e a cicatriz abdominal pode criar aderências que tensionam toda a pelve.
Quando começar a recuperação
Parto vaginal sem complicações: exercícios leves de respiração e percepção pélvica podem ser iniciados ainda na maternidade. Contrações suaves começam entre o 1º e 5º dia. Intensificação progressiva a partir da 6ª semana com liberação médica. Cesariana: iniciar exercícios respiratórios na 1ª semana, aguardar cicatrização da incisão (cerca de 6-8 semanas) para ativação mais intensa. Nunca retomar corrida, pulo ou abdominal antes da liberação pélvica.
Sinais de alerta no pós-parto
Procure fisioterapeuta pélvica se: ainda há escape de urina após 6 semanas do parto; sente dor na cicatriz de episiotomia ou cesariana; sente pressão ou peso na pelve; a relação íntima é dolorosa mesmo meses após o parto; ou percebe que algo está descendo pela vagina. Esses sinais não desaparecem sozinhos e respondem muito bem a tratamento precoce.